05
Nov
09

dia nacional da cultura – 05/11/2009 – mobilização de apoio a aprovação de projetos de lei estratégicos que visam o desenvolvimento da cultura brasileira

Rui-Barbosa
O Dia Nacional da Cultura é comemorado em 5 de novembro em homenagem ao nascimento de Ruy Barbosa. Considerado uma das maiores expressões nacionais, autor de mais de 134 obras, entre livros e artigos. Escreveu o texto definitivo da primeira Constituição da República e presidiu a Academia Brasileira de Letras após o falecimento de Machado de Assis. Na imagem acima uma das raras fotografias de Ruy Barbosa de Oliveira (Salvador, 5 de novembro de 1849 — Petrópolis, 1 de março de 1923).
Foto: página da Academia Brasileira de Letras.

Teve início nesta quarta-feira, 4 de novembro, a Semana da Cultura no Congresso Nacional. Às 14h, no Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados (Anexo II). O ministro da Cultura, Juca Ferreira, participou do Ato Cultural. Na ocasião, houve o lançamento do Projeto de Criação de Salas de Cinema, para municípios entre 20 e 100 mil habitantes que ainda não tem estes equipamentos. Na quinta-feira, 5 de novembro, às 11h, no plenário da Câmara dos Deputados, realizou-se a Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacional da Cultura. Todas as atividades fazem parte da mobilização Vota Cultura, que tem como objetivo apoiar a aprovação de projetos de lei estratégicos que visam o desenvolvimento da cultura brasileira. Uma promoção da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes de Cultura das Capitais, Fórum dos Prefeitos de Capitais e Municípios, Ministério da Cultura e artistas.

Conheça os principais projetos em tramitação no Congresso Nacional:

Vale-Cultura – Primeira política pública voltada para o consumo cultural. Aprovado na Câmara, no dia 19 de outubro, agora encontra-se no Senado Federal. O Vale-Cultura, no valor de R$ 50, possibilitará aos trabalhadores adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, dentre outros produtos culturais. Similar ao tíquete-alimentação poderá beneficiar cerca de 12 milhões de trabalhadores e injetar, na economia da cultura, até R$ 600 milhões/mês. Confira mais detalhes no Blog do Vale-Cultura.

PEC 150 – A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 150/2003) tramita na Comissão de Costituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Uma iniciativa dos mais de 400 deputados e senadores de todos os partidos integrantes da Frente Parlamentar Mista da Cultura e que estabelece um piso mínimo de 2% do orçamento federal; 1,5% do orçamento estadual e 1% do orçamento municipal para a cultura. Se já estivesse vigente, a cultura brasileira teria três vezes mais recursos. Conta com o apoio de artistas e produtores de todo o país.

Cultura como Direito Social - Proposta que reconhece a Cultura como direito social na Constituição Federal (PEC 236/2008), está tramitando na CCJC da Câmara.

Reforma da Lei Rouanet - Após uma ampla e democrática consulta pública, a reforma do principal mecanismo de financiamento à cultura conquistou apoio em todo o Brasil: artistas, empresários, parlamentares, governadores, prefeitos e produtores culturais. Chegou a hora de aprovar os novos mecanismos que irão financiar todas as dimensões da cultura nas regiões brasileiras. A exclusão cultural brasileira é gigantesca e a nova lei fortalece e desburocratiza o Fundo Nacional de Cultura, democratiza o acesso à produção cultural e estimula o setor privado a investir numa verdadeira economia da cultura.

Sistema Nacional de Cultura -  O SNC (PEC 416/2005) institucionaliza a cooperação entre a União, os Estados e os Municípios para formular, fomentar e executar as políticas culturais, de forma compartilhada e pactuada com a sociedade civil. Saiba mais no Blog do SNC.

Plano Nacional de Cultura - O Projeto de Lei 6.835/06 que institui o PNC define as diretrizes para as políticas públicas de cultura para os próximos dez anos. É o primeiro planejamento de Estado no campo cultural, cujas diretrizes e metas foram amplamente debatidas com a sociedade. O PL tramita na CCJC da Câmara dos Deputados. Acompanhe as notícias no blog.

Fundo Social do Pré-Sal – O PL 5940/09 cria o Fundo Social do Pré-Sal e destina uma parte dos recursos arrecadados com a exploração da camada de petróleo Pré-Sal para a cultura. O Fundo também beneficiará ações de combate à pobreza, ciência e tecnologia, educação e meio-ambiente.

Simples da Cultura - O PLC 200/09, que reduz a carga tributária para produções cinematográficas, artísticas e culturais, corrige uma distorção criada em dezembro de 2008, quando o setor foi enquadrado de forma inadequada no chamado Supersimples. A alíquota mínima passa a ser de 6%, ao invés de 17,5%. Dados do IBGE indicam que 5% das empresas brasileiras desempenham atividades culturais. O setor emprega mais de 1 milhão de pessoas. O Projeto está sendo analisado pela Comissão de Educação do Senado.

Fundo Pró-Leitura - O projeto que cria o Fundo Pró-Leitura está sintonizado com a reformulação da Lei Rouanet e a criação dos fundos setoriais no âmbito do novo e fortalecido Fundo Nacional da Cultura. Em 2004, o Ministério da Cultura acabou com os impostos do livro no Brasil. Agora, em parceria com o mercado editorial, Poder Executivo e Frente Parlamentar Mista da Leitura criam juntos o aguardado Fundo Pró-Leitura, que visa formar uma nação de leitores: livros mais baratos, democratização do acesso, formatos acessíveis para pessoas com deficiência e estímulo a economia do livro, metas estabelecidas pelo Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL).

Modernização do Direito Autoral - O direito autoral é a base da economia da cultura e um país com a nossa diversidade cultural precisa lidar com essa pauta estratégica do Século XXI. O Ministério da Cultura já está debatendo publicamente a proposta de alteração da Lei 9.610/1998, que busca fortalecer o papel do Estado no tocante ao Direito Autoral. A proposta visa promover o equilíbrio entre o direito de quem cria, o direito de quem investe e o direito de toda sociedade de ter acesso à cultura, à informação e ao conhecimento.

fonte : Comunicação Social/MinC

05
Nov
09

campanha de apoio aos museus – aprovado pela comissão de educação e cultura projeto de lei que incentiva doações de obras de arte e bens de valor histórico e cultural a museus públicos federais

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Escadaria interna do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede atual do Museu da República. O edifício era utilizado como residência presidencial antes da construção de Brasília.

O Projeto de Lei 2764/08, aprovado nesta semana pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal preenche uma importante lacuna na política de preservação de acervos culturais, além de democratizar o acesso à esta produção, que em grande parte pertence a coleções particulares. O projeto garantirá maior segurança jurídica às doações filantrópicas no Brasil e permitirá que contribuintes (entidades e associações) deduzam do Imposto de Renda devido o valor de obras de arte e bens de valor histórico e cultural que forem doados a museus públicos federais. De acordo com a proposta o valor a ser deduzido não poderá ultrapassar a 6% do imposto devido, somando-se também as doações feitas aos fundos da criança e do adolescente, a projetos culturais e ao incentivo a atividades audiovisuais.

link para o Projeto de Lei 2764/08 de autoria do deputado Angelo Vanhoni
leia mais sobre o assunto

Foto: Gilson Camargo

04
Nov
09

ariano suassuna – incentivo a leitura – mestres fandangueiros do litoral paranaense e cultura popular brasileira

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Ariano e Zélia Suassuna durante coletiva a imprensa em Curitiba, em 28/10/09, por ocasião de sua participação no projeto “Vozes de  Mestres – Festival Internacional de Cultura Popular”, patrocinado pelo Banco do Brasil, com consultoria local da pesquisadora Rejane Nóbrega. A noite, o escritor e atual secretário de Cultura do Estado de Pernambuco participou de uma mesa redonda com os mestres fandangueiros do litoral paranaense Martinho dos Santos e Leonildo Pereira.

Mestre, quais foram os seus mestres?

“Bom, pra começar do começo mesmo o primeiro foi meu pai, João Urbano Suassuna. Ele gostava de literatura, era um grande leitor e me deixou uma biblioteca. Quer dizer, no sertão da Paraíba eu tinha uma biblioteca, coisa que não era comum naquela época. Eu mal aprendi a ler e já me tornei um leitor apaixonado. Outro dia um jornalista me perguntou se eu tinha o hábito da leitura, eu falei: não, eu tenho a paixão pela leitura! Agora mesmo eu estava lendo “Os Demônios” de Dostoiévski, acho que pela centésima vez.

Meu pai foi meu primeiro mestre e em seguida me indicou o segundo, porque ele era um grande apaixonado por Euclides da Cunha. Foi aí que eu li “Os Sertões” pela primeira vez e também Eça de Queirós, que era outra grande paixão dele e que é minha também. Eu ainda hoje tenho uma alegria enorme quando leio Eça de Queiros por causa da linguagem, eu sabia de cor vários pedaços de “A Cidade e as Serras”. É a musicalidade da língua portuguesa explorada ao máximo. Depois de mais crescido, destaco Cervantes e Dostoiévski. “

E brasileiros?

“Já citei um deles, Euclides da Cunha. Você perguntou mestres mineiros, não foi? Mineiros, eu acho que não tive mestres, tive companheiros. Pode parecer até mania de grandeza, mas não é não. Porque inclusive mestre a gente tem às vezes no grupo dos escritores menores. Eu considero um dos romances mais importantes da minha formação um romance colocado fora do grande cânone literário, chamado “Scaramouche”, não sei se vocês já ouviram falar. É um autor e um personagem curioso, ele estudou em Portugal, o pai era italiano e a mãe inglesa, chamado Rafael Sabatini, conhecido como autor de aventuras. O Capitão Blood é um de seus romances mais famosos. Eu gosto do “Scaramouche” porque boa parte do romance se passa numa trupe ambulante de teatro, que sempre exerceu um fascínio muito grande sobre mim. A minha paixão pelo teatro começou no circo, que é uma forma de espetáculo ambulante. Você não sabe a alegria que eu tinha quando chegava da escola depois do almoço e me deitava, sempre gostei de ler deitado, e quando eu abria o livro era como se um mundo novo se abrisse pra mim.”

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“Eu não gosto de viajar, e não é só de avião, é de qualquer jeito. De avião é pior ainda! Só tem dois tipos possíveis de viagem: as tediosas e as fatais. De forma que de avião é o caso em que você reza pra viagem ser tediosa. Nunca saí do Brasil. Tenho vontade de conhecer Portugal, mas só se Portugal fosse em Alagoas. Do jeito que é longe, quando eu tenho vontade de ir até lá eu leio Eça de Queirós. Outro dia, conversando com um português eu dei a ele informações sobre a província em que ele vivia que ele mesmo não conhecia. Daí me perguntou se eu fui até la e eu disse que não. Quando tenho vontade de conhecer a Espanha, por exemplo, leio Cervantes”.

Como o senhor vê a importância da circulação dos textos clássicos e obras da literatura universal como a poesia épica de Homero?

“Para mim é extremamente importante. Eu não sei como se pode deixar isso de lado. Quando falo assim dizem que Ariano é um passadista. Mas eu não sou passadista não! Um sujeito como Homero não é passado, ele é contemporâneo eterno de todas as gerações. Quando restarem só os ossos da gente para os nossos netos e bisnetos, Homero vai continuar sendo lido. Quem é que vai lembrar da Madonna no seculo 22 ou 23? Eu duvido que vocês se lembrem do nome de um grande violinista do seculo 18. Do século 19 eu ainda sei, Paganini, mas do 18 já não sei mais não, e olha que ser violinista ainda é um negócio importante. Agora imagina as Bandas Calypso do século 18? Daqui há 20 anos já ninguém lembra, quanto mais daqui a  200! Isso é o sucesso. Eu faço muita distinção entre êxito e sucesso. Euclides da Cunha, que não tem nem um décimo do sucesso e é muito menos conhecido do que qualquer banda punk funk por aí, vai atravessar os séculos! Os Sertões é um êxito! Enquanto houver a língua portuguesa, enquanto existir um país chamado Brasil a gente vai saber que um homem chamado Euclides da Cunha escreveu um livro fundamental pra formação da nação. Como Guimarães Rosa escreveu Grande Sertão Veredas. É o que eu chamo de êxito.”

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O senhor comentou sobre os mestres da literatura, mas existem os mestres da cultura popular no Brasil de Norte a Sul, e hoje a noite o senhor tem um encontro com mestres fandangueiros aqui do Paraná. Gostaria que o senhor falesse um pouco sobre isso.

“Eu vi pela primeira vez uma cantoria aos 7 anos de idade. Tive a oportunidade de ver um dos maiores cantadores que tivemos no nordeste, Antônio Maria, e aquilo me impressionou muito. Principalmente as histórias do Nego Benedito, que era sagaz como ninguém. Mas, eu talvez não tivesse dado ao folheto popular a importância que eu dei se não o tivessse visto em livro, que para mim é um objeto sagrado, e no livro que foi do meu pai. Ele foi amigo de um escritor cearense chamado Leonardo Mota, que escreveu um livro documentando as cantigas e os desafios dos cantadores e os autos populares do Nordeste. Para você ter uma idéia da importância desse escritor, “O Auto da Compadecida”, que é uma das mais lidas das minhas peças, foi fundamentada em três folhetos que têm num livro dele chamado “Violeiros do Norte”. Aí começou o meu contato com a cultura popular e eu dou uma importância enorme pra ela. As histórias mais populares e locais muitas vezes são as mais universais.”

Fotos: Gilson Camargo

04
Nov
09

campo magro – incentivo ao turismo e agricultura familiar – visita à prefeitura e à casa do agricultor na comunidade de conceição dos correias

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Em visita a cidade de Campo Magro, o deputado Angelo Vanhoni conversou com o prefeito José Pase e reuniu-se com agricultores e moradores da região na Casa do Agricultor. Campo Magro é um dos municípios mais novos da Região Metropolitana de Curitiba e tem como base de sua economia a agricultura familiar orgânica, o artesanato e o turismo rural, fortemente impulsionado por sua natureza exuberante e por atrativos como as Cachoeiras Gêmeas e o Morro da Palha.

Para José Pase, terceiro prefeito do município, há muito por fazer, “existem ainda dificuldades para aumentar a produção e gerar mais empregos. Muita gente acaba indo trabalhar fora da cidade”. Uma das reivindicações da prefeitura para melhorar o acesso ao município é a revitalização do trecho urbano da Estrada do Cerne (PR-090), a 15 km de Curitiba – entre o Contorno Norte e o Centro de Campo Magro.

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Ponto forte do município, a agricultura familiar tem recebido investimentos do governo federal, como é o exemplo dos projetos desenvolvidos na Casa do Agricultor, que fica na Comunidade de Conceição dos Correias. Reunido com os agricultores da região, Vanhoni ficou a par dos projetos, ouviu as reivindicações e se comprometeu em contribuir para o desenvolvimento de Campo Magro. Atualmente existem 18 comunidades rurais, com 1400 famílias que produzem – em sua grande maioria – produtos orgânicos destinados à movimentação da economia local e ao desenvolvimento do turismo rural, além de destinarem parte da sua produção para a merenda escolar do município através dos programas do governo federal: o Compra Direta e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). Na Casa do Agricultor há também uma cozinha comunitária para o feitio de pães e armazenamento das verduras trazidas semanalmente pelos agricultores.

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Da esquerda para a direita: Ana Rita (diretora da Secretaria Municipal de Agricultura), o prefeito José Pase, Angelo Vanhoni, a secretária de Agricultura de Campo Magro, Sandra Maria Ribas Machado e agricultores do municipio durante reunião na comunidade de Conceição dos Correias.

A secretária municipal de Agricultura, Sandra Maria Ribas Machado, explica que “há um esforço da prefeitura para fazer com que todos os agricultores façam a transição para a produção orgânica que, além de ser mais saudável, contribuirá para o desenvolvimento do turismo rural, que é um dos nossos carros chefes.” A aquisição de maquinários, a regularização fundiária e a revitalização da estrada PR-090 foram algumas das reivindicações feitas pelos moradores nesta reunião.

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Celso e Rosa Costa, responsáveis pela fabricação
semanal de cerca de 200 pães que vão direto para a merenda escolar. Na cozinha comunitária são produzidos também geléias, sucos e mel.

Links para o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e para o Compra DiretaProgramas de Desenvolvimento Social do governo federal.

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Trecho da Rodovia PR-090 entre Campo Magro e Curitiba.

A Estrada do Cerne foi a principal obra de infraestrutura da década de 1930 no estado. Chamada na época de “a maior rodovia que se construiu no Paraná em todos os tempos”, faz a ligação entre o Sul e o Norte do Estado, de Curitiba a Alvorada do Sul, já na divisa com São Paulo. Durante 20 anos ela foi uma das principais vias de escoamento da produção agrícola paranaense, notadamente o café que, antes era em grande parte exportado pelo Porto de Santos através da Estrada de Ferro Sorocabana, e passou, desde a década de 1940 a movimentar o Porto de Paranaguá.

Os reflexos da via na região e em sua zona de influência foram imediatos. Três grandes empreendimentos industriais foram erguidos ao longo e nas imediações da nova estrada: uma indústria de papel, a exploração em grande escala do carvão paranaense em Figueira e a usina de açúcar em Porecatu, que atraíram o capital e o empresariado paulista sob o estímulo das facilidades criadas pelo interventor Manuel Ribas. O Paraná não só cresceu como celeiro agrícola e maior exportador de café do Brasil, como também se industrializou a passos largos, transformando o Porto de Paranaguá no mais importante do País.

No início dos anos 60, com a abertura da Rodovia do Café, inteiramente asfaltada entre Ponta Grossa e Apucarana, o tráfego mais intenso deixou a Estrada do Cerne, que começou a perder importância econômica, como quase toda a região por ela servida. Além disso, o deslocamento da fronteira agrícola, expandida para o Nordeste e o extremo Oeste provocou o esvaziamento econômico e demográfico da área. Hoje, com a revitalização da estrada, o governo do estado pretende voltar a fortalecer a economia da região.

Fotos: Gilson Camargo

29
Out
09

moção de apoio pela pec 150 – 2% do orçamento federal destinado para a cultura

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O deputado federal Angelo Vanhoni está em campanha pela aprovação da PEC 150. Uma moção de apoio à proposta, além do pedido ao Presidente da Câmara Federal, Michel Temer, de inclusão desta pauta na ordem do dia, está sendo levada aos participantes das etapas municipais e estaduais da II Conferência Nacional de Cultura.

“Estamos vivendo um momento histórico para a democracia brasileira: a valorização do ser humano e de sua produção simbólica. O entendimento da cultura como direito de cidadania e a sua inscrição nas prioridades do Estado. O país está amadurecendo na percepção da transversalidade dos investimentos na cultura e do seu reflexo em todos os setores da administração pública. A importância da economia da cultura no desenvolvimento de nossa sociedade, na multiplicação das oportunidades de trabalho e na melhoria da qualidade de vida da população é cada vez mais evidente. O respeito ao legado das diversas tradições que compõem nossa identidade e a expressão subjetiva de cada indivíduo através da arte, além de ser um dever do Estado, exerce uma ação transformadora em diversos setores da sociedade, gera novas perspectivas de sustentabilidade econômica, de distribuição de renda e cria oportunidades de circulação de nossa produção cultural, colocando-a em diálogo com o mundo.

A ampliação dos investimentos no setor cultural para 2% do orçamento do país é a base mínima para que possamos realizar uma política pública de cultura efetiva em todo o territorio nacional. Chegamos a grandes conquistas nos últimos anos do governo Lula, fruto dos debates que vem acontecendo nas conferências em todo o país. No entanto, estas reformas dependem da garantia de recursos para sua realização. Temos pela primeira vez em nossa história um Plano Nacional de Cultura, que estabelece diretrizes e metas a serem atingidas nos próximos dez anos, temos o Sistema Nacional de Cultura, que será votado em breve e normatizará os repasses do governo federal para os estados e municípios, redistribuindo os recursos de forma equitativa sem concentrações e polaridades em nosso extenso território. A reforma da lei Rouanet, qué é o principal instrumento de incentivo à cultura no Brasil, permitirá uma participação maior da sociedade civil na escolha dos projetos, além de possibilitar que os recursos cheguem diretamente aos artistas e produtores culturais através dos fundos setoriais.

Todas estas reformas em nossas políticas culturais necessitam agora de sua participação e de seu apoio. É o momento de toda a sociedade se mobilizar para garantir esta vitória do cidadão brasileiro sobre os imperativos imediatos da vida em pról de sua dignidade maior, que é a expressão de sua alma e a valorização da memória de sua coletividade e de seus ancestrais.

Atualmente os investimentos do governo federal na área da cultura estão fixados em apenas 0.6% da arrecadação nacional. A elevação deste patamar para 2% do orçamento do país, dedicados à preservação, acesso e fomento à cultura é absolutamente necessária para o desenvolvimento de nossa sociedade, para que o Brasil se equipare, em termos de investimentos no setor cultural, aos índices mínimos aceitáveis para os países em desenvolvimento, segundo critérios estabelecidos internacionalmente pela UNESCO.”

link para Plano Nacional de Cultura – pdf
link para PEC150 – doc

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Participe você também desta campanha. Faça o download da Moção de Apoio, imprima, passe aos amigos, conhecidos e entidades. Você pode nos enviar por e-mail para imprensa.depangelovanhoni@gmail.com ou através do correio para o escritório em Curitiba: Rua XV de Novembro, 1234, conj. 402. CEP 80060-000

MOÇÃO DE APOIO PELA PEC 150 – download

Nós, participantes e delegados(as) das Conferências Municipais de Cultura do Estado do Paraná, abaixo-assinado, pedimos ao Presidente da Câmara Federal que insira na ordem do dia a votação da Proposta de Emenda Constitucional 150, que eleva a 2% do orçamento federal, 1,5% do orçamento estadual e 1% do orçamento municipal as verbas destinadas para Cultura. A aprovação da PEC 150 é fundamental para que as políticas públicas de cultura, temas dos nossos debates, possam ser estruturadas e fortalecidas. Cultura na pauta do Brasil. Cultura como um direito de cidadania é o que reivindicamos.

Clique aqui para assinar a Moção “on-line” de Apoio à PEC-150

Fotos: Gilson Camargo

28
Out
09

preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro e democratização do acesso à produção artística nacional – incentivo à doação de obras de arte aos acervos dos museus públicos federais

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Hélio Oiticica, um dos artistas brasileiros mais importantes do século 20, em fotografia tirada pelo cineasta Ivan Cardoso. Pelo menos 90% das obras do artista plástico carioca foram destruídas devido a um incêndio na noite de 16/10/2009 no primeiro andar da casa da família, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. Lá estavam abrigadas mais de mil peças do acervo do Projeto Hélio Oiticica e nada se salvou. A tragédia provocou grande comoção entre os artistas. Em entrevista à CBN e à Rádio Câmara, o ministro Juca Ferreira e o deputado Angelo Vanhoni falaram sobre a necessidade de legislação específica para a preservação do patrimônio cultural brasileiro e de instrumentos que garantam a democratização do acesso a esta produção.

A Câmara Federal está analisando projetos de lei que garantem maior segurança jurídica às doações filantrópicas no Brasil. O Projeto de Lei 2764/08, do deputado Angelo Vanhoni, que tramita em caráter conclusivo – será analisado pelas comissões de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação, e de Constituição, Justiça e Cidadaniapermitirá que contribuintes (entidades e associações) deduzam do Imposto de Renda devido o valor de obras de arte e bens de valor histórico e cultural que forem doados a museus públicos federais. De acordo com a proposta o valor a ser deduzido não poderá ultrapassar a 6% do imposto devido, somando-se também as doações feitas aos fundos da criança e do adolescente, a projetos culturais e ao incentivo a atividades audiovisuais.

Muitos autores que já fazem parte do acervo cultural nacional e grandes expoentes da expressão artística brasileira indispensáveis em nossa formação ainda são inacessíveis à grande maioria. Autores fundamentais no imaginário nacional como Monteiro Lobato, Cecília Meireles, Paulo Leminski e Hélio Oiticica são alguns dos numerosos exemplos em que as dificuldades entre as instituições, editores, familiares e disposições contratuais a respeito do direito sobres as obras não produzem um consenso que viabilize o acesso amplo a esses bens culturais. Isso se reflete também nas artes visuais, onde obras de inegável valor simbólico em nossa cultura estão restritas a coleções particulares sem que haja uma via direta de acesso para o público.

“Se isso acontecer, nós estaremos garantindo um mecanismo institucional de estímulo, de apoio, de fomento para que grande parte desse patrimônio que não está preservado do ponto de vista do Estado, possa estar muito bem cuidado e a disposição da maior parte do público brasileiro, garantindo assim a fruição aos bens culturais que a sociedade brasileira produziu ao longo da sua história.”
Angelo Vanhoni

link para o Projeto de Lei 2764/08
link para a entrevista com o ministro Juca Ferreira, o deputado Angelo Vanhoni e o presidente do IBRAM, José do Nascimento Júnior na Rádio CBN – Rio
link para a entrevista com o deputado Angelo Vanhoni na Rádio Câmara

22
Out
09

londrina – palestra na conferência municipal de cultura – teatro zaqueu de melo – 18/10/2009

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A cidade de Londrina realizou a etapa municipal da II Conferência Nacional de Cultura nos dias 16, 17 e 18 de outubro, elegendo delegados para a Conferência Estadual que acontecerá no final de novembro em Campo Mourão. Na solenidade de abertura o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, ressaltou a importância dos conselhos em Londrina e deu posse aos novos conselheiros de Cultura. O deputado federal Angelo Vanhoni deu subsídio ao debate sobre os eixos temáticos da conferência falando sobre a atuação do Congresso Nacional na implementação das políticas públicas de cultura, a diversidade cultural do país, a preservação do patrimônio histórico, a reforma da lei Rouanet e a PEC 150, aprovada recentemente pela Comissão Especial da Câmara de Deputados e que eleva para 2% do orçamento da União os recursos destinados à Cultura. Em sua palestra o deputado conclamou a sociedade a se mobilizar para que o aumento da dotação orçamentária seja aprovada no plenário. O Brasil opera com índices inferiores ao patamar mínimo de investimento no setor  indicado pela UNESCO e este é o momento histórico para resgatar a dívida social que o país tem com a cultura.

“É uma grande satisfação estar aqui trazendo informações sobre o que está sendo tratado no Congresso Nacional no que diz respeito às políticas de cultura no Brasil. São subsídios importantes para os eixos que estão sendo discutidos nas conferências municipais e estaduais, e que vão culminar com a II Conferência Nacional de Cultura em março do ano que vem. Este ciclo de encontros e debates que está sendo realizado em todo o país produzirá um documento com o conjunto de sugestões e reflexões da sociedade civil a respeito das políticas de cultura que cada município vem praticando e de indicações e diretrizes para as políticas a serem adotadas nacionalmente.

Na área da cultura muito é preciso ser feito, mas, nós temos dado grandes passos para consolidar aquilo que entendemos que é o papel do Estado em relação às políticas sociais. O Ministério da Cultura tem 15 anos apenas e na Câmara dos Deputados ainda não temos uma comissão permanente de cultura. Temos sim, o que já é de grande importância, uma Comissão de Educação e Cultura, porém, mais de 90% das ações ainda recaem sobre a educação. É dificil para a classe política e para os gestores públicos do país entender a cultura para além daquilo que vulgarmente é qualificado como entretenimento, como se a cultura tocasse apenas uma dimensão do ser humano, que é a diversão e o lazer. A cultura tem que ser entendida para além disso, como elemento fundamental na formação do ser humano. Ela trata da construção de valores, da expressão simbólica de uma comunidade, dos anseios e utopias dos indivíduos. As manifestações literárias, os movimentos músicais, o artesanato, os grupos de folclore, de teatro, de dança, afirmam valores e concepções de mundo, e quando nos elevamos para além da luta diária para suprir as necessidades imediatas, nos deparamos com o que mais importa para o ser humano, que são os seus valores simbólicos. Através das políticas de cultura, nós estamos tratando da identidade profunda das comunidades e dos indivíduos que formam a nossa sociedade.

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O surgimento de uma política pública que identifique as manifestações culturais, que as preserve, que realce e dê destaque a estas manifestações é algo muito recente. O resgate da memória física, do nosso acervo arquitetônico, nossa memória colonial, nossa memória barroca, nossa memória moderna e contemporânea, que expressa a consciência de nosso povo, não era visto como prioridade. Agora, nestes últimos anos, um grande trabalho de preservação da memória e do patrimônio histórico está sendo feito, e também em outras  áreas da cultura, entendendo-a não apenas como entretenimento, mas como força constitutiva das concepções e dos valores de uma sociedade.

Algumas leis fundamentais estão tramitando para que possamos dar um salto de qualidade nas políticas públicas de cultura, que tem o cidadão brasileiro como centro, como um cidadão que tem o direito de se expressar livremente e de fruir os bens culturais que a sociedade constrói. Este é um debate que tem que acontecer na sociedade. É um debate político que já acontece no Parlamento, e que acontece também no interior do governo. A grande maioria dos gestores e da classe política brasileira, no entanto, ainda não entende a cultura como um direito de cidadania. Entende a cultura como um direito menor, relegado ao espetáculo, relegado a uma noção superficial de entretenimento. Nós temos que usar de todas as armas para fazer com que essa mudança de visão aconteça. Se for preciso argumentar que a cultura desenvolve o país economicamente e traz dinheiro, se o fórum de convencimento for esse, nós vamos tomar os argumentos do mercado e demonstrar, por exemplo, que só numa cidade na Itália, só a cidade de Florença é mais frequentada por turistas durante o ano do que o Brasil inteiro no mesmo período. Florença tem aproximadamente 700 mil habitantes e perto de 20 milhões de pessoas a visitam a cada ano. Assim ficará claro como uma cidade pode viver de seu patrimônio cultural, como pode encontrar nele as suas bases econômicas e ter a sua principal riqueza forjada na preservação de sua memória.

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Nós entendemos que o Brasil tem uma dívida social muito grande para com a cultura. Somos perto de 190 milhões de brasileiros, é praticamente um continente o país em que nós vivemos e temos uma formação cultural muito diversa. Eu, pelo menos, não conheço similar no planeta. Nós temos a influência e a tradição viva dos povos indígenas em quase todo o território nacional. Algumas tribos preservam hábitos do período paleolítico e do neolítico e vivem na floresta sem serem extrativistas, são catadores, integrados ao meio ambiente. São comunidades que merecem especial atenção, pois, praticamente não tiveram contato com a sociedade contemporânea. Nós temos também a presença dos portugueses no início de nossa formação, depois a tradição africana, e do século 19 para cá, uma forte imigração de diversos povos europeus e asiáticos. Nós temos no Brasil mais libaneses do que no Líbano! Temos uma forte presença de alemães no sul do país e também no estado do Espírito Santo. Temos a presença dos eslavos. Mais de 90% dos eslavos que saíram da Ásia e da Europa central vieram para a América do Sul e estão no Paraná, na cidade de Curitiba e na Regiao Sul do nosso estado. São poloneses, ucranianos e uma pequena parcela de russos, notadamente na cidade de Ponta Grossa. Uma cultura viva, influenciando a comida, o folclore, a dança e os costumes destas localidades. Tem regiões no Paraná onde os jovens na rua falam ucraniano ou polonês. Mantém a língua transmitida pelos seus avós e que hoje não é mais falada no seu país de origem, ou guarda diferenças importantes, de valor histórico, pois é um dialeto que não sofreu quase mudanças em mais de 100 anos! Esse conjunto de tradições formam a nossa riqueza cultural, são um depoimento de que estas comunidades puderam preservar os seus costumes e que algumas delas mantiveram-se praticamente intactas, formando um patrimônio cultural de interesse para o mundo.

Temos que dar os parabéns ao presidente Lula pelos avanços e pelo apoio que ele tem dado às iniciativas na área da cultura. No início de seu governo, a verba estipulada no orçamento para a cultura era de 0.2%. Nós aumentamos este índice para 0.6%, Gastavamos 200 milhões na lei Rouanet em 2003 e passamos para 1 bilhão e 300 mil em 2008. Estamos com uma boa política na área da leitura, temos também uma política de preservação do patrimônio histórico, que está muito melhor. O IPHAN está tabalhando em todo o Brasil. Está resgatando o barroco mineiro, no Nordeste está recuperando as igrejas, no Recife, em Olinda os prédios históricos, estamos intervindo no Rio de Janeiro para fazer o resgate dos casaríos. Em São Paulo a mesma coisa. Aqui no estado do Paraná estamos fazendo o restauro das igrejas de madeira, que são uma obra de arte que os poloneses e ucranianos fizeram no interior do estado. Tem uma igreja em Mallet que tem 113 anos, foi construída em cima de uma montanha, em madeira de imbúia, feita pelos colonos, só de encaixe. É uma arquitetura que não existe mais hoje, não tem pregos. É uma obra de arte! A Regiao Sul do Paraná tem mais de 70 igrejas, uma mais linda que a outra. O ministro da cultura veio conhecê-las este ano e mais de 2 milhões de Reais estão sendo investidos nas obras de restauro.

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A lei Rouanet, que foi criada há 17 anos atrás é uma lei que tem por finalidade  incentivar a cultura lá na ponta, fomentar as manifestações culturais no Brasil e a produção artística. Só que com o passar do tempo surgiram distorções e nós temos hoje o seguinte diagnóstico: no ano passado a lei Rouanet operou com 1 bilhão e 300 milhoes de Reais. 80% desse dinheiro foi gasto no eixo Rio – São Paulo e apenas 3% dos projetos que foram aprovados pela lei Rouanet foram responsáveis por 80% do montante do recurso. As verbas da lei Rouanet dão desconto integral à empresa patrocinadora no imposto de renda, ou seja, a empresa não entra com recurso próprio, é dinheiro do governo! Então, a lei teria por objetivo fazer com que uma indústria de pequeno e médio porte pudesse financiar a cultura e todo ano dar 200 ou 300 mil Reais para projetos culturais. Só que isso não está acontecendo. 80% do dinheiro vem das empresas públicas, das estatais, e a inciativa privada participa muito pouco, com apenas 20 % do que é gasto com a lei Rouanet no Brasil inteiro, e a gente vai perceber que a iniciativa privada, quando participa, também está concentrada no eixo Rio – São Paulo.

Outra coisa que observamos na lei Rouanet: muitos dos grandes projetos que são aprovados tem a possibilidade de sucesso e viabilidade econômica por conta própria,  não precisariam de subvenção. Por exemplo, um show de um grande nome da música popular brasileira que já tem seu público cativo, que é conhecido nacionalmente. São shows que tem um forte apelo de mercado e os produtores destes eventos estão ganhando duplamente, com o fomento da lei Rouanet e com a bilheteria! O objetivo da lei Rouanet, que é o de incentivar a cultura no país abrindo perspectivas a todos, não só no eixo Rio – São Paulo, e não somente aos nomes consagrados, não está sendo cumprido. Os percentuais são muitos discrepantes em relação a distribuição dos recursos no territorio nacional.

Precisamos ter uma indústria de cultura forte, para colocar o nosso produto cultural interagindo com o resto do planeta.  Queremos que os nossos artistas possam ter espaço e dialoguem com a cultura mundial, com a Ásia, com a Europa, com a América do Norte, com a América Central, com a América do Sul. Para isto a lei Rouanet precisa ser reformulada, ajustando algumas distorções. A proposta de reformulação da lei não foi ainda para o congresso nacional, mas deve ir em breve. A proposta do Ministério recebeu mais de 2 mil sugestões durante o período de consulta pública e muitas delas foram incorporadas.

Quais são estas mudanças? Democratizar a lei, distribuir mais o recurso para fomentar a cultura nas diversas regiões do país, construir novos fundos de cultura, os fundos setoriais, que serão cinco. Fazer com que grande parte dos recursos estejam nestes fundos e os produtores culturais possam inscrever os projetos nos fundos para uma comissão que vai analizar técnicamente estes projetos. Aqueles que tiverem aprovação serão premiados e terão acesso direto aos recursos dos fundos. As comissões serão paritárias, sempre garantindo a participação da sociedade civil com as suas entidades e os seus representantes na avaliação técnica dos projetos.

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Outra lei importante que aprovamos agora na Comissão Especial destina um dinheiro fixo no orçamento da União para a cultura, a PEC 150, que já está pronta para ir para o plenário. É hora dos artistas, dos produtores culturais e da sociedade como um todo se mobilizarem para garantir esse avanço. Hoje em dia o recurso para a cultura praticamente não existe. É muito inferior aos índices mínimos aceitáveis.  São apenas 0.6% do orçamento nacional, ou seja, de cada 100 mil Reais que o governo arrecada apenas 600 Reais vão para a cultura. É muito pouco! Esse é o recurso que o Ministério tem para a cultura. Com o Brasil, enorme como é, tão diverso e rico culturalmente, o recurso é muito pequeno! Nós não estamos dando conta de registrar tudo isso, não estamos podendo apoiar as manifestações culturais, não estamos fomentando a produção como deveríamos e estamos perdendo o que temos de mais sagrado, que são os nossos valores simbólicos, o sentimento de pertencimento a uma comunidade e a uma região. Nossa luta é para aprovar que no mínimo 2% do orçamento da Uniao seja destinado à cultura. Isto elevaria os nossos recursos para um patamar  que possibilite a efetividade de uma política cultural para o país inteiro. Mas, alcançar esta meta não é fácil. O Ministério do Planejamento tem resistência, o Ministério da Fazenda tem resistência. O presidente da republica topa, mas daí vem o técnico da fazenda e diz que não dá. Eu imagino o que um secretário de cultura de um municipio passa quando solicita recursos para a sua área. Não é nem o prefeito que se opõe, mas, chega o secretario de educação e diz que precisa de verba para construir uma escola, o secretário de saúde diz que precisa ampliar aquele posto, o pessoal das obras diz que tem uma ponte que precisa ser constrída em regime de urgência. Ou seja, para nós que lutamos pela cultura, se a gente nao estiver muito convencido de que a cultura é tao importante quanto a educação, que nós temos, de fato, que aumentar aquele posto de saúde, mas temos também que incentivar a cultura na comunidade, nós não conseguiremos reverter este quadro. Porque se a comunidade estiver mais contente, se tiver mais afirmação de sua identidade, vai ter menos violência, vai ter menos doenças, vai ter mais possibilidades de se envolver com as políticas da prefeitura, do estado e do país, e poderá participar mais ativamente do processo de transformação social.

Nós, que somos militantes na área da cultura, temos o dever de fazer a defesa da importância da cultura como forma de expressão dos valores simbólicos humanos em igualdade de condições com as outras áreas, demonstrando que os investimentos em cultura refletem também na saúde, na segurança pública, na educação e nos demais setores da administração pública. Precisamos evidenciar o seu caráter interdisciplinar e transversal para que se perceba que a cultura não subtrai recursos de outros setores. Muito pelo contrário, os complementa e possibilita que os benefícios cheguem à sociedade de uma forma mais abrangente. Este entendimento já é consenso nos debates internacionais e o Brasil não pode ficar atrás. Multiplicar as oportunidades de convívio estético, de partilhamento de um espirito comum, de representação das questões da existência é fundamental para a saúde de uma coletividade.

Vejam um exemplo de como a cultura pode agir de forma transformadora em relação à segurança pública, interferindo para melhorar as condições de vida e de cidadania em áreas de alto risco social. A Colômbia, há 20 anos atrás tinha as cidades mais violentas do mundo. Cartagena, Bogotá e Medelin, cidades marcadas pelo tráfico de drogas. A Colômbia adotou então uma política fantástica do livro e da leitura. Bibliotecas, que hoje são exemplares para o mundo foram construídas e instaladas justamente nas antigas favelas e bairros pobres de Medelin. A partir disso os índices de violência nestas cidades diminuiram muito, os bairros mais reclusos começaram a atrair o interesse da comunidade em geral pela excelência de seus aparelhos culturais e através do convívio cultural o paradigma de risco gradualmente se transformou. Hoje o Brasil vai para Colômbia olhar a experiência que eles tiveram para aprender e trazer para o nosso país. O programa que nós estamos discutindo do livro e leitura já foi discutido no Brasil a 20 anos atrás, mas, não foi colocado em prática. A Colômbia colocou em prática um programa muito parecido, com as mesmas ideias que tinhamos e teve um enorme sucesso nos resultados.

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Precisamos defender verbas para a nossa área, porque se a gente não garantir esse percentual mínimo de 2%, nós não teremos como fazer uma política de cultura efetiva em nível nacional, estimulando os valores que o Brasil tem, estimulando os jovens para que desenvolvam cada vez mais os hábitos da leitura e da escrita, trazendo fomento para as artes, a dança, a expressão corporal, o teatro, as artes plásticas, a performance, a fotografia, o cinema e as novas plataformas digitais. Precisamos garantir a democratização das possibilidades de expressão cultural que as novas plataformas digitais estão trazendo para o mundo. Hoje é possível fazer um pequeno filme num aparelho de telefone. Você pode se comunicar com qualquer parte do mundo, pode escrever um poema e publicá-lo de maneira que ele possa ser acessado no planeta inteiro. As possibilidades de expressão e comunicação do ser humano se multiplicaram e não é possível que a gente esteja se relacionando com este grau de intensidade de transformação pelo qual o mundo está passando e tenha as dificuldades e entraves que enfrentamos no Brasil ao nao ter garantidos os recursos para fomentar uma política pública de cultura em todo o território nacional. Nós aprovamos a pec 150 que aumenta para 2% do orçamento da União os recursos destinados à cultura. 1.5% para os estados e 1% para os municípios. Este é o patamar minimo, nao é o patamar máximo, que deveria ser muito maior. É uma recomendação da UNESCO para países em desenvolvimento. Não é um número que tiramos da nossa cabeça, é apenas um reajuste que busca equiparar o Brasil aos índices estabelecidos internacionalmente. Por isso é uma luta de todos nós, garantindo um direito de cidadania.

Aprovamos o Plano Nacional de Cultura que vem sendo debatido com a sociedade a mais de três anos e que já vem orientando as políticas públicas do governo. Estamos caminhando em sintonia com as indicações da sociedade no Congresso Nacional, e vamos discutir agora o Sistema Nacional de Cultura – SNC. Recentemente tivemos uma palestra em Curitiba, na Secretaria de Cultura do Estado, com representantes do Ministério, expondo a estrutura de funcionamento do SNC e convocando todos os municípios do Paraná a realizarem suas confêrencias de cultura e participarem do debate nacional. O Sistema Nacional de Cultura é uma lei que prevê as diretrizes e os mecanismos de colaboração entre as três esferas de governo. Nós vamos ter uma ampliação do Fundo Nacional de Cultura e para que os recursos possam ser repassados para os estados e para os municípios temos que ter um sistema nacional votado, que organize e disicipline a relação entre a união, os estados e os municípios. Hoje esta lei ainda não existe. Será um grande avanço. Nós estamos construindo isso agora. Obrigado pela atenção. Desejo a todos uma boa confêrencia.”

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Fotos: Gilson Camargo

22
Out
09

londrina – visita à prefeitura – oportunidades de trabalho ao portador de necessidades especiais

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O deputado federal Angelo Vanhoni em visita a Cidade de Londrina, reuniu-se com o prefeito Barbosa Neto e comprometeu-se em buscar recursos federais aos projetos e demandas da cidade. Durante o encontro, Paulo Lima, presidente da Adefil (Associação dos Deficientes Físicos de Londrina) trouxe as reivindicações dos portadores de necessidades especiais e da entidade que ele representa. Dentre as solicitações mais urgentes está a aquisição de uma sede.

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O deputado se dispôs a ajudar no que for possível, juntamente com a prefeitura para solucionar a questão e falou sobre as medidas que estão sendo tomadas no sentido de ampliar as oportunidades de trabalho aos portadores de necessidades especiais.

“Muitas vezes os portadores de necessidades especiais são preteridos porque no local de trabalho não há estrutura adequada para recebê-los. Porém, esta realidade está mudando, temos avançado nas políticas voltadas para a sua real inserção na vida social e no mundo do trabalho.“

Desde 2007, no Estado do Paraná, comprar equipamentos e aparelhos destinados aos deficientes físicos, auditivos e visuais ficou mais barato. O Governador Requião aderiu ao convênio proposto pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), que estabelece isenção do ICMS na compra desses equipamentos. O texto prevê que equipamentos como veículos automotores adaptados e plataformas de elevação para cadeira de rodas, além daqueles destinados aos portadores de deficiência visual e auditiva, contenham isenção do ICMS de 18%. Assim, a diferença é repassada ao preço final de venda estimulando sua instalação nos equipamentos urbanos, escolas, órgãos públicos e empresas. A proposta foi apresentada por Vanhoni quando deputado estadual, e agora, como deputado federal, sugeriu ao CONFAZ a ampliação deste subsídio para todo o território nacional, isentando também as operações interestaduais.

link para a proposta apresentada ao CONFAZ

Outro projeto que dará condições de inserção do portador de necessidade especial no mundo do trabalho é o que propõe a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) aos veículos adquiridos por pessoas jurídicas de direito público ou privado. Desde que para fins de utilização profissional por pessoas portadoras de deficiência ou reabilitadas e especialmente adaptadas para este fim.

Link para a íntegra do projeto de Angelo Vanhoni.

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Angelo Vanhoni, Paulo Lima e Barbosa Neto fizeram a inauguração simbólica do recém instalado elevador destinado aos portadores de necessidades especiais na sede da prefeitura.

Fotos: Gilson Camargo

19
Out
09

abertura das inscrições para o ifet (instituto federal de educação tecnológica) irati / pr

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A cidade de Irati, neste dia do professor, 15/10/2009, deu um passo importante para o seu desenvolvimento educacional e econômico: a abertura do edital para o teste seletivo às 120 vagas oferecidas pelo IFET – Instituto Federal de Educação Tecnológica. Os três primeiros cursos disponibilizados pelo Instituto são: Agroecologia, Informática e Vestuário. Entre as 152 novas escolas técnicas criadas no 2º mandato do Presidente Lula, uma delas é a de Irati.

O processo para a sua instalação começou em 2007, quando o prefeito Sergio Stoklos buscou uma parceria junto a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para estruturar cursos profissionalizantes. Através do contato estabelecido com o então reitor da instituição, Carlos Augusto Moreira Júnior, com o diretor da Escola Técnica da UFPR, Alí­pio Santos Leal Neto e com os deputados Angelo Vanhoni e Felipe Lucas, o municí­pio foi incluí­do no projeto do governo federal de expansão do ensino profissionalizante no paí­s.

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Sergio Stoklos abriu a solenidade falando também em nome da vice prefeita Marisa Lucas e fez uma saudação especial às crianças e aos professores.

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“A cidade de Irati é muito importante para o estado do Paraná. Uma cidade pólo de uma região que precisa de desenvolvimento econômico e precisa de apoio do governo estadual e do governo federal. É neste sentido que temos concentrado nossos esforços.

Quando o governo federal anunciou a criação de 150 escolas técnicas no Brasil e pegamos a lista das cidades que iriam ser contempladas, percebemos que Irati não havia sido incluída. Foi ai que começamos nossa luta junto ao Ministério da Educação para trazer um IFET para cá. A primeira pessoa com quem fomos conversar foi com o Alípio Leal, que na época era reitor da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, e depois com outros setores do governo federal e do governo estadual, até chegarmos aqui, no dia de hoje, que culminou, para alegria nossa, na abertura das inscrições numa data muito especial, o Dia do Professor e da Professora.

A partir de hoje a população da cidade poderá se inscrever nos primeiros três cursos técnicos que terão início no mês de março de 2010. Esta data não vai sair da memória da cidade. Já temos aqui a Unicentro, que está com sua estrutura sendo recuperada e agora o IFET, que vai ajudar o jovem a ter uma profissão e entrar no mercado de trabalho. A existencia de um centro tecnológico instalado numa região como esta, que precisa se desenvolver e ajudar a juventude a ter perspectiva de uma educação profissionalizante é de uma importância extraordinária. Mais extraordinário ainda é o impacto que vai trazer no desenvolvimento de Irati.

Aqui perto, na cidade de Pato Branco, muitos pais tinham que mandar seus filhos estudarem em Curitiba ou em Santa Catarina. Há vinte anos atrás foi instalado um CEFET – Centro Federal de Ensino Técnico – e hoje Pato Branco é um pólo de atração de indústrias e uma cidade com grande desenvolvimento econômico. A escola transformou a região. É este caminho que Irati vem perseguindo. O desenvolvimento que falamos é aquele que atinge diretamente a vida das pessoas, e para isso há três setores nos quais que o governo federal está concentrando suas ações. Na saúde, porque sem saúde, nós seres humanos não podemos cumprir com a finalidade da nossa existência. Na geração de emprego, pois sem trabalho, perdemos a dignidade, e na educação, sem a qual não há perspectiva de um futuro melhor.

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Vanhoni e o deputado estadual Felipe Lucas.

Mesmo num cenário de crise, em que países como a Rússia e outros tantos da Europa estão com taxas negativas de crescimento, o Brasil vai crescer um ponto positivo este ano. É o único grande país, junto com a China e a India, que irá crescer em sua economia! Nós batemos o recorde de trabalhadores com carteira assinada, a questão social vem sendo gradualmente resolvida e o paradigma de acesso à educação está se transformando. Há sete anos atrás tinhamos apenas 67 escolas técnicas no Brasil. No primeiro mandato do governo Lula, mais 68 foram criadas. Até 2010 estaremos entregando 152 novas escolas técnicas. E uma delas está aqui, em Irati.

Ontem, na câmara dos deputados, aprovamos um projeto que tem um alcance enorme para mudar o perfil da nossa sociedade: o Vale Cultura, que será um cartão magnético no valor de 50 Reais para ser gasto exclusivamente em cultura. Pela primeira vez em nossa história o governo criou um instrumento que visa garantir o acesso aos bens culturais para que pelo menos uma ou duas vezes por mês o trabalhador possa ir ao teatro, ao cinema, comprar um novo livro e ter esse direito assegurado independente de suas outras despesas. Nós aprovamos também, neste mesmo projeto, que sejam incluídos os funcionários públicos entre os beneficiados, porque estamos pensando nos 2 milhões e 500 mil professores que temos no Brasil. É um investimento na atualização cultural do professor e assim ele poderá fazer o mesmo com os seus alunos. Temos que incentivar nossos professores que são a força propulsora do desenvolvimento cultural do país, para que eles possam acompanhar a produção simbólica contemporânea e integrar estes conteúdos em suas reflexões.

Por último, quero destacar duas pessoas que tiveram um papel importante nesta luta pelo IFET aqui em Irati. Em primeiro lugar, o prefeito Sergio Stoklos, por sua responsabilidade sobre a cidade, e o deputado Felipe Lucas. Ele foi incansável para que esse empreendimento educacional se tornasse realidade. Um abraço a vocês e muito obrigado a todos.”

Angelo Vanhoni

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Alípio Santos Leal, reitor do IFET, em sua fala na solenidade realizada em frente a sede da Prefeitura de Irati.

“Estes serão os primeiros de muitos cursos que virão. Não só de nível técnico, mas também de formação inicial continuada para trabalhadores, independentemente do nível de escolaridade e a formação e qualificação dos professores da rede municipal e estadual. Nós vamos fazer o Instituto Federal do Paraná junto com a Prefeitura, representantes da Câmara, Assembléia e do Congresso Federal. Vocês me deram uma surpresa muito grande com esta mobilização toda na cidade. Parabéns e obrigado.”

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O imóvel situado na Vila Matilde, com uma área construída de mais de 1.000 m2, sediará o novo instituto. O projeto de cessão do terreno foi aprovado e autorizado pela Câmara Municipal.

Inscrições e informações no site do Instituto Federal do Paraná.

Fotos: Gilson Camargo

15
Out
09

vale cultura aprovado na câmara federal – 14/10/09

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Uma grande vitória para a democratização do acesso a produção cultural no Brasil ocorreu nesta quarta-feira, 14/10/2009. Foi aprovado na Câmara Federal o Projeto de Lei que cria o Vale Cultura. No valor de 50 Reais, o vale será destinado ao consumo de serviços ou produtos culturais pelos trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos e será distribuído pelas empresas que aderirem ao Programa Cultura do Trabalhador.

Emendas importantes alteraram a proposta inicial do projeto de lei no relatório apresentado pela deputada Manoela d`Ávila (PCdoB-RS), entre elas, a extensão dos benefícios para os funcionários públicos, que antes não estavam incluídos. Para o deputado Angelo Vanhoni, que encaminhou a discussão desta alteração, “O projeto é grandioso e um marco na história da cultura brasileira. É o primeiro instrumento de democratização do acesso aos bens culturais e a inclusão dos professores do ensino público aprimorou ainda mais a proposta, pois, garante a transversalidade entre a educação e a cultura. É uma contribuição essencial para a atualização dos seus conhecimentos e para a melhoria da qualidade do ensino.” Além dos funcionários públicos também foram incluídos no programa os portadores de necessidades especiais e os aposentados.

A iniciativa poderá injetar R$ 7,2 bilhões por ano no mercado cultural do país. O benefício é optativo e os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos terão descontados nos seus vencimentos apenas 10% do valor do vale (5 Reais). O Vale Cultura funcionará por meio de cartão magnético ou de papel. Trabalhadores que recebem mais do que cinco salários mínimos também poderão ter acesso ao programa, mas, apenas quando todos aqueles com faixa salarial mais baixa já houverem sido contemplados dentro da empresa. Neste caso, o desconto no salário irá variar entre 20% a 90%  do valor do vale.

Pela proposta aprovada, será dada permissão aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios que concedam o Vale-Cultura nos termos das leis específicas de cada um deles. O projeto segue agora para votação no Senado Federal.

link para matéria na página do Ministério da Cultura
link para o texto integral do Vale Cultura – Projeto de Lei




 

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