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restauro da igreja são miguel arcanjo – mallet / pr

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4 Responses to “restauro da igreja são miguel arcanjo – mallet / pr”


  1. 1 Licio Domit
    abril 2, 2009 às 12:09 pm

    Ao amigo Angelo,
    Parabéns.
    Excelente apresentação, é importante mostrar o se está fazendo para a preservação do nosso patrimônio histórico e cultural, as gerações futuras agradecem.
    Lício Domit
    Paranaguá Pr.

  2. 2 vanhoni
    abril 6, 2009 às 3:00 am

    Matéria publicada na Gazeta do Povo / PR em 05/04/09
    http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=874316&tit=Tudo-e-igual-e-diferente

    Tudo é igual e diferente.
    O ministro da Cultura, Juca Ferreira, visita o Paraná na próxima terça-feira, para assinar convênios, inaugurar obras e discutir a Lei Rouanet
    por Marcio Renato dos Santos

    Juca Ferreira tem mais semelhanças com o seu antecessor do que o fato de ele e Gilberto Gil terem nascido na mesma Bahia. “O maior laboratório pluriétnico do mundo.” Assim, com uma verborragia a la Gilberto Gil, o atual ministro da Cultura definiu o Paraná, estimulado pela reportagem da Gazeta do Povo, em entrevista exclusiva, por telefone. Ferreira reservou 30 minutos de sua agenda, sempre cheia, para uma bate-papo, antecipando o que poderá dizer durante a sua visita ao estado.
    Na terça-feira (7), ele deve percorrer um roteiro que dá bem a medida do que é esse Brasil diferente. Depois de firmar um parceria entre os governos federal e estadual, ao lado de Roberto Requião, em Curitiba, o ministro segue para a região centro-sul do estado. Às 11 horas, ele inaugura as obras de restauro da Igreja São Miguel Arcanjo, em Mallet. O apreciador de acarajé e arroz integral vai almoçar em Irati, com uma comitiva de prefeitos, mesmo que o prato do dia seja churrasco ou barreado. “Como de tudo.” A sobremesa prevista inclui performance de um grupo de folclore polonês. Em seguida, o destino será Prudentópolis, onde há dezenas de igrejas, museus e muita cultura.
    Ferreira: “Concentrar as verbas da Lei Rouanet em São Paulo e Rio de Janeiro é pensar apenas em ‘visibilidade’, é tornar o cidadão mero consumidor. Vamos mudar isso”
    Se a natureza ajudar, o ministro entrará em um helicóptero para ser pontual no compromisso das 19 horas: dialogar com a classe artística no Teatro Fernanda Montenegro, em Curitiba. Mas, para isso, ele tem prosa de sobra. Até demais. Durante o voo entre Prudentópolis e Curitiba, deve relembrar de uma recente conversa que teve com uma autoridade belga. “Na Europa, o que existe, quando muito, é apenas tolerância. No Brasil, há convivência com o diferente, fruto da maior interação entre raças do planeta.” Ferreira se comove quando lembra disso. Mas são lágrimas necessárias: se esse “laboratório” (o Brasil) tem muito caldo, o Paraná é um “caldeirão” incomum. “A mistura de povos que aconteceu no Paraná é uma experiência única.”
    Torvelinho
    Se a burocracia é um “mal necessário” para a vida em agrupamentos humanos, há problemas, e mesmo vícios, burocráticos que podem ser extirpados. Ferreira, que acaba de completar 60 anos, acredita que mudanças são bem-vindas e, se depender do que se debate em exaustivos encontros, o destino da Lei Rouanet pode ser definido como no refrão de uma música de Roberto Carlos: “Daqui pra frente, tudo vai ser diferente”.
    A trajetória lembra uma via-crúcis. Tente visualizar: um sujeito procura o Ministério da Cultura, preenche todas as fichas, apresenta todos os documentos etc. Se a papelada estiver correta, o MinC aprova. Até aí, o “melhor dos mundos”. Mas, com o “crédito” nas mãos, o artista ou produtor terá de peregrinar, bater em muitas portas, de diversas empresas, para tentar a captação do dinheiro que pode tornar um projeto realidade. É nessa segunda fase que, na avaliação de Juca Ferreira, começa a “distorção” da Lei Rouanet. As empresas (estatais e da iniciativa privada), solicitadas para o mecenato, elegem essa ou aquela proposta, sobretudo a que proporcione visibilidade – 80% dos “eleitos” vivem em São Paulo ou Rio de Janeiro.
    “Ninguém quer colocar dinheiro em um projeto do Piauí”, reconhece Ferreira. Nelson Rodrigues, no passado, chegou a afirmar que “o Piauí não existe.” O Paraná, pelo parque industrial que abriga, praticamente “não existe” como beneficiário dos dispositivos de fomento cultural. Figura em sexto lugar, atrás, respectivamente, de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.
    Dirigismo?
    O ministro sabe que, mais que meramente reformular, é preciso demolir o atual modelo da Lei Rouanet. A nova proposta prevê a criação de fundos, que terão recursos – distribuídos com quase nenhuma das travas burocráticas atuais. Mas, então, surge um questionamento, muito repetido entre produtores e artistas. “E o dirigismo?” Explica-se: há quem afirme, com dedo em riste, que o MinC poderia vir a escolher apenas projetos que estivessem alinhados com a visão de mundo do Partido dos Trabalhadores (PT). Comenta-se que isso já existiria: que as estatais direcionam verbas apenas para projetos “de esquerda”.
    A bossa baiana, que inclui uma relativa paciência, se transforma em indignação. “Duvido que alguém, em todo o Brasil, no mundo até, aponte um único caso em que o governo Lula favoreceu alguém ou algum projeto apenas pelo fato de o eventual ‘contemplado’ pensar de acordo com o PT.” Ferreira respira e continua: “Ninguém foi molestado no governo Lula por ter posicionamento político contrário. Isso é uma afronta.” O titular da pasta da Cultura observa, ainda, que dividir o mundo entre “direita” e “esquerda” é rescaldo da Guerra Fria, em que Estados Unidos e Rússia polarizavam o planeta. “Isso é coisa de bipolar, não tem nada a ver com o governo. Cultura está acima da política.”
    Vale-cultura
    Mais calmo, Ferreira lembra que, entre as possíveis novidades da Lei Rouanet, figura o vale-cultura. Similar ao vale-refeição, no valor de R$ 50 (cinquenta reais), complementará o salário de todo trabalhador brasileiro e poderá ser trocado por livro, ingresso de cinema e outras possibilidades que “alimentam a alma”.
    Questionado sobre as diferenças entre sua gestão, que já completa oito meses, e a de Gil, é objetivo: “Sou continuidade.” De repente, faz uma observação: “Mas tudo muda enquanto se move. Tudo é igual e diferente.” Nem Gil seria tão metafórico, um tanto vago e, certamento, poético.


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